Um novo cinturão aurífero no cráton de São Luís

Luna Gold possui 15 depósitos alvo, duas minas em operação e quatro projetos greenfield na região

Destinada à exploração, e desenvolvimento de projetos de ouro no Brasil, a Luna Gold mantém suas atividades no cráton de São Luís (MA), empregando aproximadamente 730 funcionários na Mineração Aurizona, subsidiária brasileira da companhia. Em 2012, a mineradora obteve a marca recorde de 74.269 onças de ouro produzidas, 4.000 a mais do que o esperado nos relatórios do início do ano passado, e cash cost anual por onça de US$ 734.

Com lucro líquido de US$ 19 milhões em 2012, a mina da Aurizona deixou de terceirizar sua frota e completou a transição para um sistema 100 % com equipamentos próprios que consiste de 12 caminhões articulados CAT 740B e três escavadeira CAT 374, além de equipamentos de suporte.

Com melhorias e novos investimentos, a Aurizona espera produzir esse ano entre 95.000 e 105.000 onças com cash cost entre US$ 705 e US$ 715 por onça e, em 2015, atingir a marca de 125.000 onças. Esse aumento produtivo se dá em razão da primeira fase de expansão realizada em setembro do ano passado, sendo que a próxima ampliação no projeto elevará a capacidade da planta para 300.000 onças de ouro por ano.

No momento são mais de 45.000 m de sondagens realizadas pela empresa, esse investimento em pesquisa proporcionou à mineradora o aumento das suas reservas indicadas, que chegam a 78 milhões t com 1,26 g/t de ouro, ou seja, cerca de 3,17 milhões de onças. A pesquisa geológica realizada aumentou em 250 % as reservas da empresa em comparação com a estimativa publicada em janeiro de 2009.

Dois grandes depósitos minerais são explorados no momento pela Aurizona, são eles: Piaba, comissionada em 2009 e com método de lavra a céu aberto; e Tatajuba, depósito distante 2,4 km de Piaba, contendo reservas indicadas de 1,55 milhão t com 1,31 g/t de ouro.

Além das duas atuais minas, levantamentos geológicos com pesquisa magnética e programas de perfuração descobriram mais 15 alvos mineralógicos próximos aos depósitos atuais. São eles: Agenor; Barriguda; Boa Esperança; Conceição; Ferradura; Ferradura Sul; Genipapo; Juiz de Fora; Lúcio; Micote; Pico; São Lourenço; São Lourenço do Sul; Tatajuba Leste; e Tatajuba Oeste. No segundo trimestre de 2012, a Aurizona completou em Boa Esperança, Ferradura e Conceição, as pesquisas de sondagem iniciais que totalizaram 7.478 m de furos.

A mineradora ainda possui Areal, Ceara e Arete, Onix e Touro, quatro projetos greenfield, todos também no cráton de São Luís e, com base em estudos detalhados e aquisições desde 2008, agora detém mais de 200.000 ha de licenças de exploração cobrindo um novo cinturão de ouro no País.

Areal se trata de uma área descoberta em 2011 pela Luna Gold, localizada a 21 km ao sudoeste das minas da Aurizona, e as pesquisas geológicas mapearam 1,7 km de extensão de depósito com 1,6 g/t de ouro no local.

Onix, assim como Ceara e Arete, também se localiza a sudoeste e teve exploração de garimpo na década de 1980, possuindo agora três pontos alvos espalhados em 2 km², a 6 km de Areal. Por fim, a empresa faz trabalhos de pesquisa mineral em Touro, localizada a 17 km das operações atuais da Aurizona.

A área dos depósitos geológicos tem fácil acesso devido a uma série de estradas secundárias que ligam a região. No entanto, a falta de grandes afloramentos visíveis, combinado com pouca infraestrutura local, fez com que até a chegada da Luna Gold, em 2007, a região não tenha sido beneficiada com projetos de exploração de grande porte. Contudo, isso contribuiu para que a mineradora visse na situação uma vantagem estratégica, acabando por controlar esse novo cinturão.
Devido aos investimentos em pesquisa na região, a Luna Gold tem descoberto depósitos rentáveis com reservas expressivas de ouro para produção e instalação de projetos que podem se assemelhar aos da África Ocidental e da Guiana.

Mineradora estima produção de até 105 mil onças de ouro em 2013 e 125 mil onças em 2015

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