Dedicada à Redução de Custos, Aumento de Produtividade e Manutenção Industrial na Mina e na Planta
Dedicated to Cost Reduction, Productivity, Industrial Maintenance at the Mine and Plant
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Serra do Salitre entra em produção no 2° semestre
Complexo Minero-Industrial de Serra do Salitre, no Triângulo Mineiro, é hoje um dos maiores investimentos privados em andamento no Brasil, com recursos aproximados de US$ 600 milhões. Projeto da Galvani, ele será capaz de dobrar a capacidade de produção de fertilizantes da empresa. A previsão é de geração de 700 empregos diretos e 500 indiretos. Segundo a Galvani, o minério extraído e beneficiado na Serra do Salitre será transportado, inicialmente, para o Complexo Industrial de Paulínia (SP) da empresa. No ano que vem, com a inauguração da planta química, a produção industrial se dará na própria mina.
 
 
“Após a conclusão das obras, o projeto permitirá ao Brasil substituir a importação de 400 mil t por ano de P2O5 (princípio ativo do fosfato)”, afirma Gustavo Horbach, gerente de Projetos da Galvani. O empreendimento terá capacidade de produção aproximada de 1,2 milhão de t anuais de rocha fosfática (concentrado), que será transformada em diversos tipos de fertilizantes.
 
 
Atualmente, o projeto encontra-se na fase de obras e há cerca de mil trabalhadores no canteiro – no pico, esse número deve dobrar. As principais empresas envolvidas nas execuções são a Construcap, na parte de construção civil, a Niplan, na realização da montagem eletromecânica, e a ETM no gerenciamento
da obra.
 
 
A área total do projeto é de cerca de 2,5 mil ha, sendo que a mina tem cerca de 730 ha e a área construída ocupa 140 ha.
 
 
De acordo com Gustavo Horbach, a Galvani iniciou no projeto a “Transição para a Operação” - trata-se de um processo que visa acionar e testar dentro dos prazos todos os setores da unidade, deixando-os prontos para a operação.
 
 
“Com este processo, a empresa soma as melhores práticas internas e do mercado para que as atividades fundamentais sejam cumpridas, além de integrar o projeto à operação da companhia da melhor maneira possível, permitindo que o startup seja mais eficaz”, diz.
 
 
A parte de mineração corresponde a cerca de 60% dos investimentos no empreendimento, englobando
aquisição dos terrenos, terraplenagem e acessos para se iniciar a lavra na mina. “Na parte
química (os 40% restantes) o principal investimento é na planta de ácido sulfúrico, que será a maior da América Latina”, afirma.
 
 
Os principais equipamentos do complexo são a empilhadeira móvel sobre trilhos, retomadora com roda de caçambas, transportadores de correia de pátio, dois moinhos de barras e dois moinhos de bolas. “Algumas inovações incorporadas no projeto decorrem do emprego de tecnologias próprias e patenteadas, que foram concebidas pela empresa”, conta Gustavo.
 
 
O presidente do Conselho de Administração da Galvani, oengenheiro Rodolfo Galvani Jr., desenvolveu as tecnologias de construção dos galpões e do silo subterrâneo, baseado em sua experiência profissional.
 
 
Dentre as principais inovações no complexo destacam-se, ainda, um novo silo com operação automatizada; experiência em técnicas de segurança para trabalho em altura; construção de barragens mais seguras; e um mix maior de produtos finais, que inclui capacidade para produzir compostos com alto teor de P2O5, para atender a demandas específicas dos mercados.
 
 
“A obra em andamento é diferenciada também pelo gerenciamento. A empresa mantém sob sua responsabilidade toda a coordenação da engenharia, suprimento e construção. Com isso, detém controle da tecnologia empregada, qualidade e custos, ampliando a confiança do projeto que será entregue”, afirma Gustavo.
 
 
Outro elemento importante no complexo são os galpões, construídos com o uso de toras de eucalipto tratado sobre pilares de concreto. Segundo ele, a tecnologia, desenvolvida e patenteada pela Galvani para armazenamento de fertilizantes, amplia os vãos e a altura, com sustentabilidade, rapidez de construção e menores custos.
 
 
Da área pesquisada, a reserva estimada tem uma vida útil de cerca de 25 anos. O plano de lavra, que será implementado no início da operação na mina, está em estudo. A empresa informa que não empregará explosivos na extração de rocha. “Toda a rocha é friável, ou seja, pode ser facilmente escavada com máquinas de porte normal, sem uso de detonações”, explica o gerente de projetos. “Isso faz com que a operação seja menos custosa, mais segura e menos invasiva”.
 
 
De acordo com a empresa, a frota utilizada no complexo será terceirizada e o volume de veículos está sendo dimensionado, mas deverá atender uma operação compatível com a produção de 1,2 milhão/ano de rocha fosfórica.
 
 
Ficha técnica: Britadores: Flsmidth / Máquinas de pátio e correias: Metso / Moinhos: Metso / Bombas de polpa: Metso, Wier / Bombas de água: KSB, Flowserve / Bomba de vácuo: Nash / Hidrociclones: Wier / Colunas de
flotação: Eriez / Separadores magnéticos: Inbras / Espessador: Westech / Filtro esteira: Flsmidth / Filtro prensa: Andritz


quarta-feira, 17 de maio de 2017
Fonte: Revista Minérios & Minerales
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