Dedicada à Redução de Custos, Aumento de Produtividade e Manutenção Industrial na Mina e na Planta
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Orinoco acredita no potencial de alto teor do depósito de Cascavel
John Chadwick, editor da revista International Mining (IM), com quem a revista Minérios & Minerales tem parceria exclusiva de conteúdo, publicou matéria na edição de setembro passado, descrevendo com entusiasmo o projeto Faina Goldfields, controlado pela Orinoco Gold, em Crixás (GO) - na região onde estão operando a mina de Serra Grande, da Anglo Gold Ashanti, que tem recursos de 5 milhões de onças de ouro, e Chapada, da Yamana Gold, que produz ouro, cobre e prata, sustentada por 6 milhões de onças de r
recursos.
 
A Orinoco afirma que Faina tem todos os indicadores de uma província mineral emergente, com potencial de vários centros de produção. Compreende uma área de 200 km² que engloba os projetos Cascavel, Sertão e Tinteiro, e alvos em fase avançada de exploração, como Española, Elisio, Antena e Xupe. A Orinoco Gold detém 70% de Cascavel.
 
O diretor gerente da Orinoco, Mark Papendieck, aponta que o minério extraído é processado por métodos gravitacionais, a baixo custo e sólida margem. Com Cascavel produzindo em pequena escala, a empresa está pesquisando ocorrências num raio de 3 km, assim como o faz também no projeto Sertão, que está a 18 km. Os dados mais relevantes são os seguintes:
 
- 8 mil m de sondagens a diamante e bulk sampling extensiva
- Mais de 700 m de galerias de desenvolvimento concluídos em junho de 2016
- Licença para produzir a razão de 50 mil t (em setembro passado, estava em vigor a terceira licença renovável)
- Obtenção de decreto de lavra prevista este ano, permitindo expandir as operações
- Instalação de britagem e tratamento gravimétrico para 100 mil t/ano construída no local, a 300 m do portal de entrada do subsolo; esta planta pode ser expandida rapidamente
- Ouro extraído em partículas grosseiras, sem moagem e lixiviação
- Concentrado fundido no local O depósito de Cascavel tem veios de alto teor e granulometria graúda, com amostragens no subsolo revelando teores de 88g/t Au em extensão de 15 m. Amostragens feitas na zona
chamada Cuca, 350 m ao norte, e Mestre, a 90 m, obtiveram 27 g/t e 39 g/t, respectivamente.
 
Embora os grãos grosseiros do ouro facilitem o tratamento a baixo custo, tal característica tornou extremamente difícil a estimativa de recursos pela norma JORC. As sondagens proporcionam uma medida eficaz sobre a continuidade geológica do depósito de Cascavel, mas não se mostra útil para estimar o teor numa ocorrência elevada e granulometria grosseira. Por isso, a Orinoco ainda não estipulou o recurso mineral JORC ou a meta de produção para Cascavel.Foi realizada, entretanto, uma extensa amostragem em
Cascavel desde 2012, incluindo mais de 8 mil t de sondagem a diamante, para delinear as estruturas que hospedam o ouro.
 
Efetuou-se ainda extensos trabalhos de desenvolvimento no subsolo, bulk sampling e amostragem de veios e alterações para conhecer a distribuição de teores nesse amplo sistema mineralizado.
 
Baseado na natureza de pepitas da mineralização de ouro em Casvavel, a mineradora decidiu iniciar uma lavra de baixo custo para gerar caixa e avançar o projeto. Num relatório recente da corretora Breakaway Research, os analistas Crant Craighead e Mark Gordon apontaram que “os trabalhos de desenvolvimento têm confirmado a geometria, continuidade e teor da mineralização, com teor de produção diluído estimativo
em torno de 20 g/t Au, suportado por amostragens de teores muito altos ao longo do desenvolvimento.”
 
Orinoco possui hoje um Guia de Utilização (GU) em Cascavel, que permite a extração de 50 mil t de material do subsolo, podendo ser renovado sucessivamente até receber um decreto de lavra — previsto para 2017. O plano de lavra inicial abrange uma pequena porção das áreas de Cascavel e Mestre, onde trabalhos históricos de lavra e a rampa de exploração da mineradora deu acesso a veios de alto teor.
 
Esta área concentrou as sondagens a diamante para delimitar o sistema de veios. A rampa de acesso tem 3,5 m de largura por 3 m de altura, equipada para transporte por vagões sobre trilhos para trazer o minério até a superfície, onde caminhões o conduzem por 300 m até a planta. O sistema foi projetado no local pela equipe da Orinoco e foi fabricado pela empresa local Irmãos Haase.
 
Os trilhos terminam no pé da rampa, sendo o minério carregado e transportado até o skip por mini carregadeiras Mustang 2054, com capacidade útil de 750 km e velocidade de até 11 km/h. Há ainda uma mini escavadeira Case no subsolo, onde a perfuração é feita por perfuratrizes pneumáticas
Tornibras.
 
O método de lavra é dimensionado para veios de alto teor, estruturalmente controlados. A altura média
dos stopes vai de 1,3 a 1,4 m e a espessura média da mineralização é de 1 m. O relatório de Craighead e
Gordon informa que o desenvolvimento no nível O e 1 está concluído na sua maior parte, onde deve começar
a lavra em T, para extrair 90% da mineralização. A lavra em T inclui abertura de slot raise a intervalos de 9 m
e a extração dos blocos de 6 m no meio, com altura de cerca de 1,2 m correspondente à zona mineralizada.
 
A lavra quando atingir o nível 2, o método será de open stoping com furos longos. Os trabalhos vão incluir
a escavação de uma rampa auxiliar, para agilizar o transporte do minério até a rampa principal. Os analistas
registram teores elevados a partir de amostragens dos painéis: - 14,78 m a 75 g/t Au no nível 1 Sul - 10,3 m a 100 g/t Au e 11,6 m a 50 g/t Au nas paredes opostas do nível 0 Central - 3,66 m a 142 g/t Au no nível 1 Central
 
Os trabalhos de desenvolvimento levaram à inclusão da Zona Norte ao inventário da mina, que estava até então inacessível.
 
Furos de sondagem interceptaram a estrutura mineralizada ali. Confirmou-se os estudos prévios sobre a orientação, estrutura, continuidade e teor dessa zona mineralizada, que ocorre em diversos veios mergulhando a 20o sudoeste, em larguras de 10 a 20 m separados por camadas de teor baixo, numa estrutura mineralizada ampla que mergulha a 30o no sentido oeste-sudoeste.
 
Craighead e Gordan explicam que “devido à granulometria graúda da mineralização, Orinoco está fazendo amostragens no painel para definir os teores, em trechos de 0,5 m contíguos nas paredes opostas, na medida que avança o desenvolvimento. Isso produz um volume maior do que a amostragem por
canaleta, mas os 10 kg obtidos ainda são considerados insuficientes para mensurar o teor do ouro grosseiro — comparados ao método normal de extrair diversas toneladas para se calcular um teor representativo. E os analistas lembram que o teor das amostras dos painéis ainda precisaria ser diluído por dois ou três, para se estimar um teor de lavra diluído.”
 
O ouro em pepitas graúdas significa uma enorme variabilidade em teor sobre distâncias relativamente curtas. As equipes de lavra tem encontrado porção significativa de ouro visível nos stopes nas áreas onde se inicia a lavra. Isso ocorreu de forma espetacular no slot raise 2 no nível 1 Norte, repetindo-se nos slots seguintes nesse nível. O material desses stopes será misturado a minério de teor menor para processamento na planta.Todos os slot raises abertos nos níveis Sul da mina também foram considerados pelos geólogos da empresa como de alto teor. Isso levou a antecipação da abertura da rampa 1 interna para ligar o nível 1 Sul ao nível 2 Sul.
 
Um programa de sondagens para planejamento da mina foi iniciado em fins de 2016, num total de 4 mil m, para definir melhor a continuidade estrutural da mineralização além dos limites atuais da mina — seguindo a direção norte e sul e o mergulho em profundidade.
 
PLANTA A 300 M DO PORTAL DA MINA
 
Com capacidade nominal de 14 t/h, a planta de britagem e tratamento gravimétrico foi projetada pela Gekko Systems. O circuito inclui britagem primária, secundária e terciária. O tratamento gravimétrico consiste de concentração primaria com Inline Pressure Jig (IPJ), Inline Spinners (ISP) centrífugos — ambos Gekko - e concentrador Knelson efetuando as funções de scavenging e limpeza. O IPJ pré-concentra partículas de minério de alto valor usando separação gravimétrica, dinâmica mecânica e de fluidos.
 
O elevado custo de energia da britagem pesada é eliminado pelo IPJ que processa material grosseiro de até 30 mm, obtendo um minério de maior teor mas num volume menor.
 
O IPS é uma ferramenta eficaz para separar partículas finas e grosseiras e dá um upgrade à recuperação de minério de baixo ou intermediário teor. O sistema não requer água, é automatizado e pode gerar um minério de alto teor pronto para ser fundido.
 
O circuito de britagem foi fornecido pela Simplex e o módulo gravimétrico e suas instalações pela Gekko. Por causa dos grãos graúdos do ouro, não há necessidade de lixiviação e o uso de cianeto. A lixiviação será adotada no futuro para recuperar os 10% remanescentes. A planta atual pode processar até 100 mil t/ano de minério, e foi projetado de tal maneira que duplicar a sua capacidade vai demandar investimentos de apenas 2 milhões de dólares australianos. Os rejeitos serão estocados a seco.
 
O primeiro ouro foi fundido no local em julho passado, utilizando o minério de baixo teor extraído nos trabalhos de desenvolvimento no subsolo. A planta opera 24 h/dia e já começa a processar o minério de alto teor produzido nas frentes de lavra.
 
SONDAGENS MOSTRAM CONTINUIDADE DAS ZONAS MINERALIZADAS
 
Sondagens tem mostrado a continuidade das estruturas que hospedam o ouro a distâncias de até 3 km ao longo do strike de Cascavel, revelando semelhança com a geologia da mina de Sertão a 18 km ao sul. Estas estruturas também estão presentes no mergulho a maiores profundidades, com sondagens atingindo 700 m em Cascavel e 1.600 em Sertão. Segundo a Orinoco, elas se assemelham às encontradas no depósito de
Crixás, da Anglo Gold Ashanti.
 
A empresa tem 100% das concessões minerárias de Sertão, incluindo a antiga mina de mesmo nome, e que teria produzido 256 mil onças de ouro ao teor de 25 g/t Au numa cava rasa, segundo registros históricos. A reavaliação dos dados de sondagens anteriores, somada ao programa de sondagem concluído pela Orinoco em 2015, permite estimar uma mineralização semelhante a Cascavel, inclusive da existência de veios de ouro de alto teor.
 
Em outubro de 2014, a empresa adquiriu 70% do prospecto de ouro, conhecido como Española, na mesma região. Ela já controla o prospecto de Tinteiro, de óxido de ferro, cobre e ouro, a 4 km a sudoeste de Cascavel. O trecho foi descoberto em maio de 2013, quando a Orinoco encontrou mineralização de alto teor de cobre e metais básicos no footwall da zona chamada Mestre e no hanging wall da zona aurífera de Cuca, em Cascavel.
 
Dados de sondagem indicam que pode ter uma mineralização separada de metais básicos em Cascavel, que ocorreu em épocas diferentes da formação das zonas auríferas. Em maio de 2014, amostras de rocha mostraram indícios de que a mineralização de metais básicos pode se estender por 4 km até alcançar a área de Tinteiro, formando uma estrutura extensa.
 
Segundo a Orinoco, há diversas mineradoras avaliando os dados geológicos para possível parceria no desenvolvimento do prospecto.


quarta-feira, 5 de abril de 2017
Fonte: Revista Minérios & Minerales
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