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Drones na mineração
Mapeamento de uma área de mineração de 200 hectares pode ser feito em apenas 15 minutos, garantem os especialistas
Marcelo de Valécio

Imagem gerada pelo veículo aéreo não tripulado (VANT) Maptor, da Horus Aeronaves
 
Equipamentos aéreos não tripulados, os drones se tornaram um novo canivete suíço. Suas aplicações são as mais variadas – desde instrumento para simples recreação, passando por aplicações comerciais, como filmagens e fotos aéreas, mapeamento de grandes áreas, na agrimensura, levantamento ambiental, georreferenciamento de terreno até aplicações científicas, como pesquisas de condições climáticas, e na mineração. Isso sem falar no controverso uso militar.
 
Para diferenciar os drones para as aplicações comerciais, alguns especialistas preferem chamá-los de VANT – veículo aéreo não tripulado. Mas tecnicamente não existem diferenças entre ambos. Drone é um apelido em inglês para esse tipo de aeronave. Significa zumbido, remetendo ao barulho das hélices emitido pelo equipamento. Drones ou VANTs mais comuns são aeronaves que se assemelham a mini-helicópteros, podendo ter entre quatro e oito hélices. São alimentados por baterias ou combustível fóssil. Sua inspiração são os aeromodelos radiocontrolados, um hobby antigo. Alguns modelos possuem asas e lembram pequenos aviões.
 
Na verdade, a grande diferença dos drones ou VANTs para outros tipos de aeronaves é o fato de dispensarem pilotos e serem operados a distância, com ou sem a supervisão direta de um controlador humano por perto. Determinados equipamentos podem ser operados por computador.
 
Pela legislação brasileira, os drones são classificados como aeromodelos e não há, por enquanto, necessidade de licença específica para utilizar o equipamento. Contudo, sua operação tem restrições. Eles não podem ser usados em áreas densamente povoadas e em locais próximos a aeródromos. Obrigatoriamente têm de ter um controlador operando, ou seja, aeronaves autônomas ainda são proibidas. Podem ser exibidos em público, desde que o piloto tenha experiência e existam condições mínimas de segurança. A altitude máxima permitida para o voo é de 122 metros.
 
Mas com o crescimento das aplicações comerciais isso vai mudar. Segundo o diretor executivo da Horus Aeronaves, Fabrício Hertz, os órgãos responsáveis pela regulamentação aérea estão finalizando um sistema para controle e operação dos drones. “Em breve, o Brasil terá uma lei específica para a tecnologia”, afirma o executivo.
 
Aplicação dos drones na mineração
Assim como outros segmentos, a mineração é uma nova fronteira a ser explorada pelos veículos aéreos não tripulados. A Horus, empresa de capital nacional criada por três jovens engenheiros mecânicos empreendedores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), produz drones que podem ser utilizados em segmentos como agricultura, meio ambiente e mineração.
 
De acordo com Fabrício Hertz, na mineração os drones podem ser utilizados para medição do volume de poços e pilhas (erro médio de aproximadamente 2%), cortes no relevo para cálculo de alturas e distâncias e ainda na determinação de curvas de nível de uma região inteira ou área determinada, bem como o planejamento de rotas para o maquinário. Além disso, pode atuar na segurança da mina, identificando e monitorando possíveis falhas geológicas ou pontos de atenção. “Os dados coletados têm alta resolução e precisão centimétrica, permitindo inúmeras avaliações e informações totalmente atualizadas, superando até mesmo as imagens captadas por meio de satélites”, diz o diretor executivo da Horus.
 
Equipado com câmeras de alta resolução, 20 mp e sensor multiespectral, o drone da Horus pesa 1.400 gramas, incluindo bateria e câmera. Sua missão é obter uma imagem em alta definição, chamada ortofoto, que auxilia no monitoramento de grandes extensões de terra. O equipamento é programado via GPS, não precisa de operador e é construído em fibra de carbono, o que lhe dá mais leveza, resistência e maior autonomia de voo (1 hora e 20 minutos), segundo dados da empresa. Cobre áreas de até 2.000 hectares por voo e atinge resolução de até 2,3 cm/pixel.
 
Com a geração da ortofoto em 3D é possível avaliar o relevo e acidentes geográficos para a otimização do planejamento de rotas e tráfego do maquinário. Além disso, pela inspeção visual da ortofoto pode-se localizar rapidamente máquinas no pátio de extração de minério. “O drone permite fazer estudos na área de mineração que não poderiam ser realizados sem o equipamento, otimizando o plano de extração da matéria-prima. O resultado é sempre uma imagem em altíssima definição que auxilia no monitoramento de grandes extensões”, esclarece Fabrício Hertz.
 
Segundo o executivo, o uso de drones nas atividades de mineração está tendo aceitação bastante positiva em muitos países e traz benefícios substanciais para coleta de dados, principalmente em termos de redução de custos de medições, além de ampliar a produtividade graças às vantagens operacionais do equipamento. “O mapeamento de uma área de mineração de 200 hectares é feito em apenas 15 minutos, enquanto no sistema tradicional de topografia poderia demorar cerca de 10 dias”, afirma.
 
Outra vantagem é a possibilidade de operar o drone a longa distância, sem colocar o operador em áreas de risco ou locais com intenso movimento de maquinário”, salienta o diretor executivo da Horus, lembrando que os custos do equipamento são competitivos, variando entre R$ 50 mil e R$ 100 mil. Ao adquirir um drone, o cliente recebe um curso de três dias que serve para prepará-lo para as práticas operacionais. Após esse período, há o suporte da empresa para assistência técnica e manutenção.
 

O VANT cobre áreas de até 2 mil ha por voo e as imagens atingem resolução de até 2,3 cm/pixel


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