Dedicada à Redução de Custos, Aumento de Produtividade e Manutenção Industrial na Mina e na Planta
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Sama e Minaçu nasceram e cresceram juntas
Chegada da Sama no norte de Goiás deu origem à cidade de Minaçu, contribuiu para o desenvolvimento do Centro-oeste brasileiro e abriu portas para a instalação de outras indústrias
Guilherme Arruda
 

Mineradora gera cerca de 500 empregos diretos e investe anualmente em torno de R$ 2 milhões em projetos socioambientais
 
Localizada a 510 km de Goiânia, Minaçu (GO), que em tupi-guarani quer dizer “Mina Grande”, nasceu após a implantação de uma unidade industrial para processar amianto crisotila, em 1967, pela S.A Minerações Associadas (Sama). Ao longo de quatro décadas, a companhia, que passou a ser referência em qualidade de gestão, aparecendo todos os anos nos principais rankings corporativos, contribuiu para o desenvolvimento da cidade por meio de investimentos, com a parceria do poder público, em infraestrutura, escolas, hospitais e áreas de esporte e lazer. Ao mesmo tempo aperfeiçoava a eficiência produtiva e segurança da planta, bem como a saúde dos trabalhadores.
 
Atualmente, a unidade possui mais de 90% dos seus funcionários moradores do município. De acordo com Moacyr de Melo Júnior, gerente de Recursos Humanos, Programas Sociais e Sustentabilidade da Sama, a situação atual é resultado de um trabalho de décadas que vem sendo mantido pela companhia. Ele ressalta que a empresa sempre atuou com muita seriedade e respeito ao ser humano e à sustentabilidade, criando um modelo operacional exemplar para a mineração.
 
“A atividade é extremamente importante para a região porque emprega cerca de 486 colaboradores diretos e 500 parceiros. Atualmente, mais de 50% das casas brasileiras são cobertas com telhas deste mineral. A cadeia produtiva do amianto crisotila movimenta R$ 3,7 bilhões por ano. Mais de 170 mil trabalhadores vivem dessa atividade”, afirma Melo.
 
A empresa mantém o programa Portas Abertas, em que visitantes podem conhecer todas as etapas seguras do manuseio e embalagem do amianto crisotila. O insumo é regulado, no Brasil, pela Lei Federal 9.055/95. Além disso, a fibra natural é permitida em mais de 150 países e não oferece riscos à saúde de trabalhadores, de quem comercializa ou de quem usa telhas com a fibra.
 
“A contratação de trabalhadores e fornecedores locais impacta diretamente na economia de Minaçu, e contribui para a capacitação profissional. Os trabalhadores movimentam o comércio e mercado regional, gerando assim um efeito imediato no comércio da cidade”, ressalta o executivo.
 
Este modelo de gestão foi levado de dentro da unidade para as comunidades de Minaçu, com o objetivo de beneficiar um maior número de pessoas e não somente os trabalhadores da mina. “É preciso começar dentro da companhia para que essa consciência se estenda para as residências de seus colaboradores e dentro da escola, para que os filhos possam ser pequenos multiplicadores de práticas sustentáveis”, comenta Melo.
 
Com a chegada da mineradora e o desenvolvimento da infraestrutura e mão de obra da região norte de Goiás, empresas de energia elétrica se instalaram em Minaçu.  A Sama participou da construção de vias de acesso, ligando a BR 153 a cidade, além de incentivar a instalação de linhas de transmissão para a geração de eletricidade no município.
 
Com uma área de 1.784km², o reservatório da hidrelétrica Serra da Mesa é o maior do País em volume de água, com 54,4 bilhões m³. Sua barragem para geração de energia fica no curso principal do rio Tocantins, que atravessa Minaçu. Também no município e administrada pela Tractebel Energia, a Usina Hidrelétrica Cana Brava tem uma capacidade instalada de 475MW.
 
Anualmente, a Sama investe cerca de R$ 2 milhões para o desenvolvimento de programas socioambientais, realizando ações com a população nas áreas de educação, saúde, meio ambiente, esportes, artes e lazer.
 
Criado em 2004, o programa Sambaíba atua na profissionalização dos moradores de baixa renda e deficientes em diferentes tipos de atividades ligadas às rochas minerais, representando uma fonte alternativa de renda e emprego para a comunidade e trazendo benefícios para o turismo local. Um dos projetos de destaque é voltado para o desenvolvimento de artesanatos, dividido em dois segmentos: aproveitamento da rocha estéril da mineração, para ser transformada em peças artesanais, e aproveitamento de fibras do pseudocaule de bananeira, para a confecção de caixas e outras peças utilitárias.
 
O programa conta com a parceria do Senai de Goiás, que desenvolve o curso de Qualificação Profissional de Artesão Mineral Artístico, que capacita jovens e adultos em habilidades de trabalho com rochas minerais, incluindo disciplinas voltadas para o desenvolvimento das qualidades pessoais, o encorajamento do empreendedorismo, do trabalho em equipe e das ações associativistas.
 
Em esportes, a mineradora possui o projeto Academia de Tênis que agrega os programas Quadra de Talentos e Atleta do Futuro. Estas ações contam com a participação de 460 alunos de Minaçu, que são treinados e desenvolvidos com todo o material esportivo e professores custeados pela Sama.  Um dos destaques do projeto é a atleta Nalanda Teixeira, a jovem é filha de colaborador e iniciou os seus treinos de tênis nas quadras mantidas pelo projeto. Hoje, ela é a segunda do ranking nacional em sua categoria.
 
Regulamentado pelo Ibama em 1999, o projeto Quelônios nasceu em 1995, sendo o primeiro criadouro conservacionista de tartarugas, cágados e jabutis em uma empresa do Estado de Goiás, além de promover atividades de educação ambiental junto à comunidade. O empreendimento, instalado em uma área de 29.625 m², segue as normas do Núcleo de Fauna do Ibama/GO e realiza trabalhos de dimensão e peso dos animais, catalogação de dados em fichas individuais, complementação alimentar na época de estiagem e acompanhamento de desenvolvimento dos quelônios tratados por meio de código de identificação marcados nos cascos de cada animal. O projeto recebe constantes visitas de alunos de ensino fundamental, médio e superior que recebem educação ambiental sobre os ecossistemas aquático e terrestre nos quais vivem os animais.
 
Em 2012, o projeto catalogou 48 animais e recebeu a visita de 1067 pessoas entre fornecedores, clientes nacionais e internacionais, comunidade, universidades e escolas públicas.
 
Desde 2001 o projeto de Conscientização Ambiental contra o Desperdício da Água (Cada) da Sama promove campanhas de educação para mostrar aos empregados e comunidades de entorno a importância de se utilizar a água com consciência. Nesse sentido, o projeto propõe medidas para a redução e melhor aproveitamento do consumo de água, de maneira a evitar o desperdício. Internamente, a empresa também faz o uso racional de água. Tanto é que o projeto “Redução de 5% do consumo de água potável na área industrial”, implementado na unidade, foi um dos vencedores do 170 Prêmio de Excelência da Indústria, organizado pela revista Minérios & Minerales.
 
Na área social, a mineradora criou uma vila residencial, que começou a ser construída no início das atividades da empresa e conta com mais de 260 moradias. A vila possui escola, área comercial composta por padaria, banco, academia e autoescola, hospital, clínicas de fisioterapia e odontológica, dois clubes com infraestrutura de lazer completa, restaurante industrial e também as instalações do Projeto Quelônios.
 
“A empresa contribuiu desde o nascimento da comunidade minaçuense até os dias atuais, nos aspectos sociais, econômicos e ambientais, promovendo ações que vem de encontro com bem estar e qualidade de vida do meio onde está inserida. Haverá continuidade dos projetos já implantados de forma mais lenta durante o ano de 2016. Por ora, não pensamos em novos projetos devido à instabilidade de mercado e redução de custos, que hoje atinge todos os segmentos da sociedade”, conclui Melo.
 
Descoberta
A jazida da mina Cana Brava foi descoberta pelo geólogo Joseph Paul Milewski, em 1962. No ano de 1965, a mineradora obteve autorização de pesquisa. Em 1967, recebeu do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) o Decreto de Lavra e, nesse mesmo ano, instalou-se uma usina piloto para produção das primeiras toneladas de fibra mineral crisotila. Ainda em 1967, o Grupo Eternit se associa à mineradora, passando a contar com 49,5% do capital. Em 1968, após a instalação da primeira usina industrial a mineradora chegou a produzir 4 mil t. Atualmente são produzidas 300 mil t.
 

Projeto Quelônios foi criado pela Sama em 1995


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